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Ucrânia: crônica de traição

Victor Ianukovitch - Presidente da Ucrânia
Não se trata de apenas dois meses que mudaram o país. Isto é o volante que está se desenrolando e parte impiedosamente tudo que nós consideramos como Ucrânia. Isto é uma máquina do tempo que mandou-nos em 2004 ou até em 2001.

Isto é um tempo quando as ilusões desaparecem. Desta vez os vastos comentários são desnecessários.

Então, as crónicas de dois primeiros meses do novo poder - apenas os fatos.

Moscovo precisa de um novo inimigo

Putin Rússia Ucrânia inimigos
Parece que Ianukovitch percebeu que levou a Medvedev e a Putin em sua própria armadilha.

Patriarca Cirilo vai abençõar a inauguração de Yanukovich

Yanukovich, Cirilo
O patriarca de Moscovo e de todas as Rússias, Cirilo I vai chegar a Kiev, a convite de Viktor Yanukovich, para que no dia da sua inauguração dirigir uma celebração solene em Kiev-Pechersk Lavra.

Segundo o Chefe do Departamento de Relações Externas da Igreja Ortodoxa Russa, Patriarca Cirilo chegará a Kiev na próxima semana e a oração solene realizar-se-à antes da cerimonia de inauguração oficial no Parlamento.

Esperam também a participação de Vladimir, o guia de Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo.

Entretanto, dizem que no início de Março Victor Yanukovich vai a Moscovo a convite do presidente russo.

P.S. Saiba mais sobre a diversidade de Igrejas na Ucrânia. Também interessante sobre a Igreja ucraniana em Portugal. Se você não encontrar o que procurava, use a pesquisa no topo do site, que ainda tem muitas coisas interessantes.

Criméia pertence a Ucrânia segundo o direito

Assinatura em Russo em fundo de Crimeia "Chegou a hora de voltar"
Em Sevastopol distribuem os passaportes de Rússia e Simferopol tem só um Ginásio ucraniano. Políticos russos prometem voltar Crimeia a Rússia. A questão da legalidade da transferência da Crimeia, em 1954, ainda é relevante, embora aparentemente não contém qualquer ambiguidade.

Observer: Ucrânia olha para o Oriente, a Moscovo


O jornal britânico "Observer" (Observador), irmã de publicação do jornal "Guardian", dedica uma coluna inteira a Ucrânia antes das eleições.

O autor Miriam Elder analisa a situação na Ucrânia a partir de Moscovo, como muitos de seus colegas jornalistas, que pintam um retrato da vida na Ucrânia de capital de estado vizinho.

O jornal escreve: "5 anos atrás, a Revolução Laranja foi glorificado como um novo começo para o país, que começou a olhar para o Ocidente, a União Europeia e a NATO. Mas, enquanto os eleitores estão se preparando para as eleições presidenciais no próximo domingo - a primeira eleição presidencial desde que rejeitaram a antiga liderança que restou da era soviética - o primeiro movimento reformista "de cor" na Europa parece que já não tem força".

"Ambos os candidatos popular - continua a revista - falem claro que a prioridade será a aproximação com a Rússia. Assim, a eleição será o sino funeral, que toque para a revolução ocidental, que degenerou no pântano das lutas políticas, complicado pela crise económica."

O jornal informa os leitores quem é Viktor Yanukovych e Yulia Tymoshenko. Quem teria vencido deles, escreve "Observer", o objectivo de aderir à NATO, onde ainda quer aderir Viktor Yushchenko, quase certamente será abandonado.

"Pensam que o Yanukovych irritou o Moscovo com seu apoio a Ucrânia de aderir à UE. Mas Tymoshenko de repente se tornou a heroína no Kremlin, tornando seu postura anti-russa mais suave, sob o signo do qual ela liderou a campanha em 2004. Embora continuando comprometida com a UE, ela construiu uma aliança pragmática, com Vladimir Putin, primeiro-ministro da Rússia."

Cossacos

Lutando contra a opressão social, económica, religiosa e cultural, os ucranianos frequentemente retiravam-se para as distantes estepes, onde eles viviam então designando-se com a palavra "cossaco" ("cozaco"), que significa homem livre e independente. No séc. XVI os Cozacos unificaram-se numa organização militar singular, com seu centro em Zaporizhia - um povoado fortificado na parte baixa do rio Dnipró, após as cachoeiras, onde o leito rochoso do rio tornava a navegação difícil e arriscada. Como o tempo, a organização militar dos Cossacos tornou-se uma espécie de ordem de cavaleiros onde cada um devia observar rígida disciplina, ser absolutamente honesto e dedicado. Sua ideia predominante era a de lutar pela independência das terras pátrias. A constituição da república dos Cossacos teve claros traços caracteristicamente democráticos, haja vista que ali todo o problema de importância vital era resolvido por votação geral e todas as autoridades eram escolhidas pelo voto. Naquela época um tal procedimento era um grande progresso, comparável tão só com a Democracia da Grécia Antiga.

Em 1648 iniciou-se a libertação nacional da Ucrânia, liderada pelo Hètman Cossaco Bohdan Khmelnytsky - o genial líder militar ucraniano. No mesmo ano a exercito da Polónia, um dos mais fortes da Europa de então, foi derrotado pelas forças dos Cossacos em varias batalhas. Os ucranianos mostraram a todos que eles tinham as condições de assegurar o direito à própria liberdade e independência. Mas estando sob ameaça e pressão de três poderes vizinhos, Moscovo, Polónia e o Império Otamano, a Ucrânia teve que procurar aliados. Assim ocorreu que após seis anos de hostilidades aliou-se à Rússia. A Ucrânia manteve grande autonomia (que gradualmente foi sendo reduzida por ordem dos czares moscovitas).

No séc. XVIII tudo foi feito para se destruir o que sobrou do sistema estatal na Ucrânia. O último golpe na autonomia da Ucrânia foi forçado a renunciar e nove anos depois as tropas russas tomaram de assalto e destruíram o quartel-general dos Cossacos, a Sitch de Zaporizhia.

O presidente russo simplificou o uso do exército no estrangeiro


O presidente russo, Dmitry Medvedev, aprovou as alterações à lei federal "Em Defesa", que alargam a lista de condições sob as quais o chefe de Estado pode mandar tropas a outros países.

Segundo a BBC, agora a Rússia pode enviar tropas fora do país "para prevenсer ataques armados contra as unidades militares da Rússia e de outras forças ou agências estacionados fora da Rússia, para defender ou para evitar um ataque armado contra um Estado que apelou à Rússia para pedir a protecção de um ataque armado dos cidadãos da Rússia que estão no estrangeiro".

Ucrânia e Rússia têm que falar


Embaixador da Ucrânia na Rússia, Konstantin Gryshchenko, disse que Kiev considera necessário retomar o diálogo de alto nivel entre os dois países.

Ele disse que sem a participação dos presidentes dos dois países é impossivel resolver questões importantes.

Embaixador da Ucrânia disse que Kiev está pronto para retomar o diálogo, sem quaisquer condições adicionais.

Diplomata ucraniano disse que a falta de diálogo direito prejudica de ambos os países.


Sr. Gryshchenko também salientou que a falta de conversa nem sempre é causada única relação entre os dois presidentes, mas também depende das relações assessores e assistentes.

Esta avaliação de situação de diplomata ucraniano vai contra a visão do presidente russo, Dmitri Medvedev, que dois dias atrás, em entrevista ao jornal alemão colocou a responsabilidade de Presidente da Ucrânia, porque as relações entre os dois países tornaram-se mais frios.

Putin continua a assustar a Europa



Primeiro-ministro da Rússia Vladimir Putin continua a afirmar que a Ucrânia tem problemas com o pagamento do gás russo.

Ele informou o seu colega sueco sobre problemas com pagamento de gás russo e seu transito do lado da Ucrânia. Esta questão foi debatida durante uma conversa telefónica dos chefes dos governos dos dois países, no domingo.

Putin chamou a atenção para a liderança da UE de sinais provenientes de Kiev, incluindo os canais oficiais sobre possíveis problemas com o pagamento do gás russo. Como resultado, disse Putin pode haver problemas com o trânsito de gás através da Ucrânia para os consumidores europeus.

Chefe do governo sueco Fredrik Reinfeldt prometeu levar essas preocupações da Rússia a liderança da UE. A Comissão Europeia chamou a Putin não assustar a Europa risco de novas interrupções do fornecimento de gás aos consumidores europeus.

O porta-voz da Comissão Europeia sugeriu que os comentários de Putin são relacionados à campanha eleitoral na Ucrânia e sublinhou que a UE não vai deixar-se envolver neste debate e não permitir que os cidadãos da UE afectados por outro conflito do gás entre a Rússia e a Ucrânia.

Medvedev fala sobre a posição "anti-russa" de Kiev


Medvedev fala sobre a posição "anti-russa" de Kiev

O presidente russo, Dmitry Medvedev, acusou novamente a “posição anti-russa” de Victor Yushchenko.

Em entrevista ao canal CNN ele disse: “Eu não gosto de apenas uma coisa - a principal linha da política da actual liderança, quero dizer, neste caso, o presidente, o meu colega foi a posição anti-russa. É muito triste e errada, porque os nossos povos estão tão intimamente relacionados que quem tenta conduzir uma cunha entre as duas nações, comete um erro, se não um crime para as gerações futuras”.

Em particular, o presidente russo não gostava que na Ucrânia, disse ele, "acontece o heróico, como dizem, dos criminosos nazis."

“Eu tenho o direito a essa avaliação, porque é um desafio comum, uma ameaça comum” – disse o presidente Dmitry Medvedev.

Presidente da Rússia, também chamou para a realização do referendo na Ucrânia sobre aderir à NATO. “Naturalmente, isto é os seus direitos soberanos, mas tanto quanto sei, uma parte significativa dos políticos ucranianos está comprometida com esta posição, como eu: para entrar à NATO o referendo é necessário. E o fato de que o actual presidente não pensa assim, é o problema dele” – disse Dmitry Medvedev.

Ele também disse que a Rússia não se sente qualquer emoção positiva a partir do fato de que mais e mais países se tornam membros da NATO e as fronteiras da aliança aproximam-se da Rússia.

O presidente russo, mais uma vez chamou a trabalhar sobre o assunto de criação de um sistema novo de segurança europeu.
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